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O Comitê de Usuários do LNLS (LNLSUC) está organizando uma série de seminários online ao vivo voltados à apresentação das pesquisas mais recentes desenvolvidas por cientistas que utilizam as instalações do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/CNPEM).
A iniciativa integra o LNLS Users Group Seminar Series, que promove encontros mensais com o objetivo de compartilhar resultados de experimentos realizados no LNLS, além de explorar as possibilidades científicas abertas pelo Sirius, uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo.
Os seminários são realizados na última terça-feira de cada mês, das 16h às 16h40 (BRT), seguidos por uma sessão interativa de perguntas e respostas (Q&A) até às 17h, permitindo a troca direta entre pesquisadores e participantes.
28/04/2026
Radosław Górecki (KAUST, Arábia Saudita)
In Situ Ptychographic X-Ray Computed Tomography of Polymer Membranes at the Nanoscale
A apresentação abordará o uso da tomografia por raios X ptychográfica (PXCT) para visualização tridimensional de membranas poliméricas em escala nanométrica, permitindo a análise de estruturas em condições reais, sem modificações na amostra. A técnica representa um avanço significativo para aplicações em tratamento de água, dessalinização e ciência dos materiais.
26/05/2026
Mariana Paranhos Stelling (IFRJ, Brasil)
Modelling the tumor metallome in vitro reveals manganese as a unique tumor-promoting element
30/06/2026
Carla Polo (LNLS/CNPEM)
X-ray nano-tomography capabilities to investigate biological tissues architecture at Sirius
A série de seminários oferece uma oportunidade única para conhecer técnicas avançadas de investigação científica, discutir impactos dessas tecnologias e interagir diretamente com pesquisadores de referência.
Mais informações e acesso aos seminários, Clique AQUI!
A iniciativa reforça o papel do LNLS como um centro estratégico para o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil, promovendo a difusão do conhecimento e a colaboração internacional.
Fonte: pages.cnpem
O chamado “Vale da Morte da Inovação” representa um dos maiores desafios para o avanço científico e tecnológico: a dificuldade de transformar descobertas promissoras em soluções reais aplicadas ao mercado e à sociedade. Apesar do grande volume de pesquisas desenvolvidas em universidades e centros de pesquisa, muitas ideias acabam não ultrapassando a fase inicial de desenvolvimento.
Esse fenômeno ocorre principalmente na transição entre a pesquisa acadêmica e a aplicação comercial. Nesse estágio, projetos frequentemente enfrentam obstáculos como falta de financiamento, ausência de parcerias com a indústria, barreiras regulatórias e dificuldades de validação tecnológica. Como resultado, inovações com alto potencial acabam sendo interrompidas antes de gerar impacto concreto.
O Vale da Morte da Inovação evidencia a necessidade de uma maior integração entre academia, setor produtivo e empreendedorismo. A criação de ambientes colaborativos, programas de incentivo e políticas públicas eficazes pode ser decisiva para reduzir essa lacuna e acelerar a chegada de novas tecnologias ao mercado.
Com o objetivo de compreender melhor esses desafios, está em andamento uma pesquisa que busca identificar os principais fatores que dificultam essa conexão. A iniciativa pretende reunir dados e percepções de diferentes atores do ecossistema de inovação, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes.
A discussão sobre o Vale da Morte da Inovação ganha cada vez mais relevância em um cenário global competitivo, onde a capacidade de transformar conhecimento em soluções práticas é um diferencial estratégico. Superar esse desafio é essencial para impulsionar o desenvolvimento econômico, fomentar a inovação e ampliar o impacto social das pesquisas científicas.
Fonte: Inct_polissacarideos
A Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram o lançamento de um novo edital no valor de R$ 30 milhões voltado ao desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em biorrefino. A iniciativa reforça o compromisso das instituições com a transição energética e o avanço da bioeconomia no Brasil.
A chamada pública tem como objetivo fomentar soluções tecnológicas inovadoras relacionadas ao aproveitamento de biomassa e à produção de combustíveis sustentáveis, contribuindo para a redução de emissões de carbono e o fortalecimento de cadeias produtivas mais sustentáveis.
De acordo com o edital, os recursos são provenientes da cláusula de PD&I da Petrobras, regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O foco está no apoio a projetos desenvolvidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas, que atuem em áreas estratégicas do biorrefino.
Entre os temas contemplados estão bioeconomia, biotecnologia e produção de combustíveis renováveis, com ênfase em soluções que possam ampliar a competitividade do setor energético brasileiro e acelerar a transição para uma matriz mais limpa.
O prazo para submissão de propostas é limitado, com encerramento previsto para maio de 2026, o que exige agilidade por parte das instituições interessadas.
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à inovação no país, alinhadas aos esforços de reindustrialização sustentável e ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono, área que tem recebido investimentos crescentes nos últimos anos.
Com o edital, Petrobras e Finep buscam estimular a geração de conhecimento e a criação de soluções aplicáveis em escala industrial, consolidando o Brasil como referência em tecnologias de biorrefino e energia renovável.
Fonte: Petrobras
A Química sempre despertou meu interesse. Mas, minha primeira escolha profissional foi a Odontologia. Prestei vestibular para esse curso na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), mas não obtive aprovação. Então, decidi ingressar no curso de Química, acreditando que uma formação sólida nessa área poderia me ajudar a cursar odontologia. O plano quase deu certo — não fosse um detalhe fundamental: eu me encantei pela Química e nunca mais considerei seguir outro caminho.
Apesar dos desafios da graduação, concluí o curso de Licenciatura em Química pela UFMA. No final da graduação tive meu primeiro contato com a pesquisa, trabalhando com materiais adsorventes, sob orientação do Prof. Cícero Wellington B. Bezerra, onde dei os primeiros passos na construção da minha identidade como pesquisador. No mestrado, também sob sua orientação no PPGQuim/UFMA, aprofundei essa linha de investigação, explorando o uso de biomassas como adsorventes. Foram anos dedicados ao estudo da adsorção, área que contribuiu muito para minha formação científica.
Ao iniciar o doutorado, em 2007, na UFSCar, decidi redirecionar minha trajetória e entrar no universo da catálise. Mesmo reconhecendo a relação entre adsorção e catálise heterogênea, optei por atuar na catálise homogênea. Desenvolvi meu trabalho no Laboratório de Síntese e Reatividade de Compostos Inorgânicos (LERCI), sob orientação do Prof. Alzir A. Batista, com colaboração do Prof. Dr. Victor Marcelo Deflon, do IQSC-USP.
Minha pesquisa concentrou-se no uso de oxo-vanadatos como catalisadores em reações de oxidação do cicloexano. Durante esse período, tive a oportunidade de contar com a colaboração do Prof. Dalmo Mandelli, então na PUC-Campinas, cuja experiência em catálise foi fundamental para o desenvolvimento do meu trabalho. Com frequência me deslocava para Campinas/SP onde desenvolvi parte do meu projeto de doutorado
Foi um período de intenso aprendizado, tanto pelo domínio de técnicas analíticas e de caracterização, como RMN, EPR, FTIR, GC e GC-MS, quanto, pela convivência com pesquisadores que marcaram profundamente minha formação. Nesse contexto, destaco o Prof. Alzir, cuja orientação foi decisiva para o desenvolvimento do meu pensamento científico, rigor metodológico e autonomia como pesquisador. Sua atuação foi fundamental para consolidar minha formação acadêmica e orientar minha inserção qualificada na área de catálise.
Destaco também o Prof. Dr. Otaciro R. Nascimento, do IFSC/USP, cujos ensinamentos extrapolaram o campo científico e contribuíram para minha visão de carreira e de vida.
Na etapa final do doutorado, passei a ser orientado pela Profa. Clelia Mara de Paula Marques, cuja sólida experiência em catálise, especialmente heterogênea, foi decisiva para consolidar e aprofundar a análise do sistema catalítico estudado. Sua orientação proporcionou uma visão mais integrada e estratégica do trabalho, contribuindo para minha inserção na área de catálise no Brasil.
Atualmente, sou professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Codó, atuando no PPGQ/IFMA e liderando o Grupo de Estudos em Inorgânica e Catálise (GEIC/IFMA). Sou fundador do Clube de Astronomia de Codó (CAC/IFMA) e já atuei como coordenador do curso de Licenciatura em Química, coordenador geral dos cursos de graduação e chefe do Núcleo de Pesquisa do Campus Codó.
Minhas pesquisas do concentram-se na síntese de biocarvões a partir de materiais lignocelulósicos do leste maranhense, com aplicações na adsorção e na catálise. Paralelamente, atuo no Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica (PPEEB/UFMA), com pesquisa em métodos de aprendizagem cooperativa, CTS/CTSA e Tecnologias Digitais Educacionais.
A catálise não apenas redefiniu minha trajetória acadêmica, mas também ampliou minha forma de enxergar a Química: como uma ciência dinâmica, integradora e capaz de propor soluções para desafios reais. É essa perspectiva que procuro transmitir aos meus alunos e aos novos pesquisadores que ingressam nessa área tão instigante
Estão abertas as inscrições para o curso “Biocatálise Moderna – Explorando as Fronteiras entre a Catálise Química e Enzimática”, que será ministrado pelo Prof. Dr. Ivaldo Itabaiana Jr (Escola de Química/UFRJ).
A formação propõe uma imersão nos fundamentos e nas aplicações da biocatálise, destacando seu papel na transformação da química moderna, ao integrar eficiência, sustentabilidade e inovação em processos industriais e científicos.
O curso será realizado nos dias 15 e 16 de junho de 2026, no formato online, com carga horária total de 12 horas, sempre das 9h às 16h.
Durante a programação, serão abordados temas essenciais como:
• Enzimologia geral: propriedades catalíticas, vantagens e limitações das enzimas
• Produção de enzimas: vias fermentativas, uso de substratos residuais e condução de processos
• Enzimas de importância industrial: aplicações e tipos de reatores
• Aplicações enzimáticas: estudos de caso nas indústrias química, farmacêutica e outras
O curso é organizado pela Regional 2 da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat) e é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em aprofundar conhecimentos em catálise e biotecnologia.
Inscrições: acesse AQUI!
Currículo Lattes do ministrante: Ivaldo Itabaiana Júnior
Participe e explore como a biocatálise está impulsionando soluções inovadoras e sustentáveis na química contemporânea.