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15 05 SBCAT Regional 2 quem somos Rita de Cássia NoticiaEu nasci e cresci em Maringá, no Paraná, filha de uma professora e de um pai que partiu cedo demais. Foi minha mãe Maria Isabel quem, com determinação e poucos recursos, garantiu a mim e aos meus irmãos uma educação de qualidade; e foi esse presente que moldou tudo o que vim a ser. Ao ingressar no curso de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 1996, eu ainda não sabia ao certo qual caminho profissional seguiria. A resposta veio de forma inesperada e definitiva em 1998, durante uma palestra do professor Eduardo Falabella Sousa-Aguiar, que visitava a UEM. Naquele dia, pela primeira vez vi a catálise ser apresentada como uma arte — e fiquei completamente encantada.

A partir dali, busquei a professora Nádia Regina Camargo Fernandes Machado, que se tornou minha orientadora de iniciação científica e, mais do que isso, uma referência de atuação na docência. Foi ela quem me preparou para enfrentar a seleção do PEQ/COPPE, onde eu sonhava em estudar com o professor Martin Schmal, que havia sido seu orientador. Esse sonho se realizou. Ao longo de sete anos no NUCAT, realizei meu mestrado e doutorado sob a orientação do professor Schmal e da Maria Auxiliadora Baldanza (a Dora), em um ambiente de rigor científico e amizades que carrego até hoje. O reencontro com eles no ERCAT 2025 aqui na UFF foi um momento muito especial para mim.

Após o doutorado, um pós-doutorado com a Dra. Lúcia Gorenstin Appel no Instituto Nacional de Tecnologia (INT) aprofundou minha formação e me ensinou que a excelência não admite meios-termos. Foi também no INT que conheci alguém que se tornaria muito mais do que uma colega de trabalho: a professora Lisiane Veiga Mattos. Ingressamos juntas no Departamento de Engenharia Química e de Petróleo da UFF em 2009 e, desde então, construímos uma grande amizade, que vai muito além dos projetos e publicações.

Em 2012, fundamos juntas o LEMMA (Laboratório de Energia, Materiais e Meio Ambiente), um espaço que se tornou o coração da minha atuação em pesquisa na UFF. No LEMMA, tive a oportunidade de orientar diversos alunos e desenvolver projetos em colaboração com instituições, empresas e grandes profissionais da área de catálise, com quem aprendi e continuo aprendendo muito. Ao longo desses anos, as frentes de pesquisa se diversificaram. Hoje atuo em temas como oxidação catalítica de compostos orgânicos voláteis, produção de grafenos, fotodegradação de microplásticos e síntese de zeólitas a partir de cinzas agroindustriais. São temas distintos, mas unidos por uma mesma convicção: a de que a ciência aplicada com rigor e criatividade pode contribuir concretamente para os desafios energéticos e ambientais do nosso tempo.

Olhando para trás, percebo que a catálise não apenas definiu meu campo de atuação científica: ela foi o fio condutor que me ligou orientadores extraordinários, amigos inesquecíveis e uma carreira construída com propósito. Da palestra que me encantou em Maringá ao laboratório que ajudei a criar na UFF, cada etapa foi possível porque pessoas generosas acreditaram em mim e porque eu aprendi, desde cedo, que a ciência é, acima de tudo, uma construção coletiva.

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